Encerrando meu Blog.

Obrigado aos que acompanharam meu Blog!
Estou encerrando ele por aqui.
Talvez comece outro, com outro nome, com outras intenções.
Aos Diabéticos… se cuidem, vocês nunca terão a tal da cura.
Aos amigos que conheci por aqui, valeu! Foi bom. Estou por aí, no Facebook e outros lugares, até segunda ordem.
Aos que se ofenderam, a vida é assim mesmo, nem todos conconcordam com nossas idéias e revoltas, as diferenças existem e nos fazem pensar.

Ao mundo… Adeus!

Rema!

Encerrando mais um ano.
Encerro como se terminasse uma luta sangrenta e em desvantagem!!!
Cansado e humilhado, assim como querem… um exemplo de brasileiro. Desconhecido, fraco… a minoria.
Será que acordarei algum dia me sentindo pleno e orgulhoso do meu caminho?
São tantos desafios e enroscos que quase não tenho tempo de sorrir e ter leveza em minhas idéias.
Semblante de lutador, de quem ainda tem muito o que lutar… assim, com o jeito de quem sabe confiar, desconfiando… sempre!

Quem arrancou meus olhos ingênuos… meu sorriso… a inocência?
Ser adulto então era isso?

Não! Você não é o culpado, nem eu… deve ser uma sombra, um espectro, voando na noite, assombrando, trazendo a realidade e tirando o sono.
Força daí, amigo… que cuido de mim daqui.
Bons perdedores são assim mesmo… nunca desistem! Como aquela propaganda que nos fizeram engolir. Lembrando que brasileiro não desiste… só não contaram os motivos!
Se parar o bicho pega! Nenhum doutor lhe esticará a mão! Os políticos passarão por cima, as indústrias farmacêuticas e seus cientistas te cuspirão na cara!!!
Não desista amigo, mas não digo com a intenção de lhe prometer um futuro melhor e nem um Reino dos Céus… seria muita pretensão!!! Apenas não desista, pois na correnteza do oceano, quem pára é levado!!! Sem dó!!! E isto eu não preciso explicar!
Como diriam os “vagabundos de praia”, para seu próprio bem: Rema! Rema porra!!!

Mudar o mundo… na madrugada!

Se pudesse, você mudaria o mundo? Li na tela do meu computador.
Uma pergunta que me veio por e-mail, de uma pessoa desconhecida.
– Perguntinha difícil a esta hora da madrugada, hein? E ri da mensagem, afinal… nem sequer conhecia o cidadão que me enviara… Um tal de JC!!!
Imaginei… Jesus Cristo? José Carlos? Esta foi boa… Jesus Cristo!!!
O cara é tão falado… poderoso, uma lenda, um objetivo… abstrato demais!!! Pô!!! Ele não deve ter e-mail!!! Ri de novo daquela mensagem. Porém, fiquei incomodado.
Como imaginar algo assim? Tão inexplicavelmente físico? Jesus Cristo me mandou um e-mail… e quer saber se quero mudar o mundo?!!! Assim…. tão simples e ao alcance de minhas mãos??!!!
Pensei nas várias dificuldades humanas, nas doenças, na falta de uma referência viva. Pensei no meu país…. um caldeirão de maluquices e injustiças!!! Pensei nos políticos, nos médicos, nos cientistas, nas indústrias farmacêuticas, na conformidade das pessoas. Na fé inabalável dos mais humildes, na arrogância de quem tem o poder em suas mãos… na eterna luta do bem contra o mal, mesmo não sabendo quem é quem!!!
Imaginei na responsabilidade que tinha em mãos, caso aquele e-mail fosse mesmo real e vindo de Jesus Cristo!!! Já não ria tanto.
Diante do silêncio da madrugada, onde as perguntas e respostas parecem ficar mais profundas… tremi!!! Um leve medo bateu em mim e meu estômago pareceu sentir mais frio do que o normal. Então, falei em voz baixa: – Como responder?
Por alguns segundos imaginei o tamanho da responsabilidade que seria dar uma resposta justa e que trouxesse alegria e paz, para milhares de pessoas.
Nesta hora, com uma conseqüência de proporção mundial, a gente se sente inseguro! Vi se formar em minha mente, milhares de pessoas em condições terríveis! E, se pensar bem, nem precisava ir tão longe…. nem mesmo fora de meu país, ou estado… era passear de carro e, em menos de 15 minutos, visualizaria as piores cenas de aparentes injustiças e sofrimento. Na pobreza física e cultural… milhares de pessoas sem rumo e sem esperança!!!
Mudar o mundo? Mudar era fácil… mas como torná-lo melhor, sem que as próprias pessoas beneficiadas por esta mudança, não retornassem à mesma?
Teríamos condições de sustentar a mudança? De não tornar a estragar o possível paraíso que imaginara?
Tenho um e-mail em mãos e a possibilidade de mudar o mundo, mas ainda não consegui respondê-lo…
A madrugada é mesmo perigosa… mexe com a cabeça da gente!
De qualquer forma… se você acordar se sentindo diferente, onde o mundo ficou inexplicavelmente melhor, pense que talvez eu tenha respondido o tal do e-mail. Porém, para mantê-lo sempre igual, ou melhor… depende muito de você, assim como foi para mim.

O tal do THANKSGINVING?!!!

E lá está ele! Bonitinho como sempre, talvez nem seja assim tão inocente, mas sua brancura, suas orelhinhas tão exageradas e rosadas, seus focinho e bochechinhas fofas… é tão bonitinho!!! Dá vontade de apertar de pegar no colo e brincar o dia inteiro!!!
O pequenino ri sozinho e imita seus pulinhos inocentes e a procura de mais alimento… tão bobinho!!!
Eu olho e fico feliz! não tem jeito… apenas alegria… puro assim!
Ei! E minhas maldades e malícias?! O Glutão, o Egoísta, o Irritado?? Nada!!! Parece que sempre fui criança também!!! Pulo, canto musiquinhas antigas e simples… apenas um dia onde eu não existo!! Ou em que eu volto a ser eu de verdade!!!
Rolo na grama, pulo na piscina, ando de bicicleta e evito os meus já tão conhecidos palavrões… como se nem sequer os soubesse!!! Ah! O que este dia lindo fez comigo?
Cadê as cobranças? Os boletos? A conta estourada? O carro quebrado e irritante? As dívidas e seus cobradores?
Então era isso? Um dia longe do adulto sisudo e revoltado. Nem dores, nem remédios… nem planos!
Sim, isto é bom demais!!! Valeu God… você as vezes faz umas paradas boas demais!!! Deve ser para dar uma relaxada… pra esquecer as malandragens do outro.
Valeu!!! Foi bom ser pequeno de novo!!! Ver meus olhos redondos e brilhantes na beira do lago!!! De me divertir com as ondas do mar… com pranchinha de isopor!!!
Deve ser o tal do “THANKSGINVING!”… seja como for, tá agradecido desde já!!!;)

Voando por aí… à PRÓ-CURA!

Um conto diferente em homenagem à fábula da cura do diabetes

Sou uma ave à procura de uma cura. Já voei os quatro cantos do mundo, e nada!
Há quem diga sobre outros animais fazendo milagres aqui e ali. Uns por intermédio da oração; outros por meio de magia… – coisa de coruja; nada muito confiável…
De minha parte, enquanto não acho uma cura definitiva, frequento o consultório do dr. Coelho.
O dr. Coelho é bicho arisco. Na sua toca própria, ele é simpático, amistoso e acolhedor, porém, também já não aceita convênio. Até se dá ao luxo de falar mal desse negócio, de citar maracutaias diversas… E em nada se parece com o mesmo dr. Coelho que já vi nas tocas públicas, onde ele se apresenta na sua versão arrogante, tratando os animais mais humildes com um desprezo assumido.
Acontece que o dr. Coelho tem uma toca bonita, muito bem decorada. Nela, parece o próprio rei da floresta, conquanto se exiba como um pavão. À vontade no seu habitat impecável, as técnicas de que se utiliza são de primeira. Dizem ser resultado da sua estada no exterior, quando esteve em contato com espécies que por si próprias se sentem evoluídas demais. Quando exposta a sua sapiência ancestral, meus amigos e eu nos sentimos condenados a permanecer para sempre na nossa mais primitiva condição de animais. Assim, não estranhamos que, deste presente ao futuro, estejamos em vias de uma grande extinção. Ainda mais porque, embora as técnicas internacionais praticadas pelo dr. Coelho na sua toca de luxo, os remédios que ele prescreve nas suas receitas ainda são os mesmos de sempre.
O dr. Coelho é um especialista em doenças crônicas, e colhe apetitosas cenouras dessa sua profissão de recomendar dieta, exercícios e medicamentos aos bichos que sofrem. Alguns deles o questionam a respeito da cura; querem saber quando, enfim, poderão retomar aquele seu estado original de total liberdade e de não dependência, mas o dr. Coelho não sabe e, para dizer a verdade, ele nem acha que tal feito seja possível. Ele vem de uma cultura de dominação das raposas, que vivem interessadas no sofrimento alheio – o que lhes rende um interessante retorno. Afinal, ainda que o abate dos bichos seja sempre um risco iminente, o mundo não é por si só uma grande cadeia alimentar?!?…
Não existiriam melhores doutores do que os coelhos, que têm um par de orelhas bem grandes para dar conta do lamento geral. Eles estão condicionados às ordens das raposas, que definem as regras. As raposas, astutas e oportunistas por natureza, são as representantes dos laboratórios das cobras, que, por sua vez, são as inventoras dos caros remédios que nunca curam. Isso porque elas guardam unicamente para si os antídotos capazes de promover em definitivo o bem-estar da bicharada em agonia. (Toda espécie tem os seus próprios interesses a defender, não é mesmo?)
O que surpreende é a reação dos mamíferos, que costumam ser muito inteligentes, espertos, mas parecem não saber ou fingem não ver essa estranha relação entre os coelhos, as raposas e as cobras. Estariam sendo influenciados por um excesso de convivência com os seus pequenos irmãos, os ratos, que também são dominados pelas raposas e levados para experimentos nos laboratórios secretos?!?…
Achei muito esquisito quando declararam que a gripe dos porcos era o problema maior da saúde de todos. Chegaram até a criar uma cura para essa doença, e assim o fizeram em pouquíssimo tempo (!!!). Diante do pânico geral, lá se via a imediata vacinação de todos os animais! Mas o curioso é que nem mesmo os porcos – apontados como os provocadores da doença – pareciam assim tão doentes… Por que, então, aquela outra doença, para a qual se devem tomar muitos remédios e aplicar injeções diárias, e que é bem capaz de causar complicações muito graves, que vão desde o comprometimento da nossa visão até a amputação das nossas patinhas, não é tratada como uma pandemia também?!?… Será que 347.450.569 animais doentes na nossa floresta não são um número assustador o bastante?!?… (Opa! Acabo de ver uma alteração nas duas últimas dezenas: de 569 para 590. Daqui também temos acesso ao mundo da tecnologia; fomos informados de que um de nós adoece a cada 5 segundos…)
O meu problema é que não tenho o mesmo conforto que os cachorros e os gatos. Mesmo diagnosticados, eles parecem “adaptados”, talvez porque a sua espécie seja mais propícia à domesticação. Só que às aves é inerente voar! Não gosto de que me prendam em gaiolas, mesmo que seja a pretexto de me cuidarem. Faz parte da minha natureza animal: nasci com asas; sou contrário a que me podem.
Então, continuo por aí, voando pelos quatro cantos do mundo à PRÓ-CURA.
No fundo, invejo os humanos… Eles sim sabem o que fazem.

Marcelo G. Raydo e Iara Mola
10 de novembro de 2011

*No momento da publicação deste conto, passamos para o expressivo número de 347.458.040 animais adoecidos atualmente.

SOBRE A PARCERIA DOS AUTORES

Ninguém há de contestar que, se por um lado a internet pode ser utilizada como uma ferramenta capaz de promover encontros exclusivamente virtuais, aos seus usuários também é dada a possibilidade de torná-los encontros reais, e foi exatamente o que aconteceu entre Iara Mola e Marcelo G. Raydo.
Em 2010, de passagem pelo blogue daquele que em breve se tornaria o seu mais novo amigo e parceiro de aventuras literárias, as postagens de Marcelo Raydo em https://marceloraydo.wordpress.com, referentes tanto à sua vivência como diabético quanto a temas diversos, chamaram a atenção da redatora, também diabética e interessada nos mesmos assuntos e gêneros textuais (http://iaramolaescritora.blogspot.com).
Dos comentários nos blogues e da troca de e-mails foram descobertas as afinidades, nascendo daí a amizade e as primeiras parcerias entre os dois.
Marcelo, experiente designer e ilustrador, cuja criatividade também se revela na sua qualidade como blogueiro, contista e escritor, e Iara, escritora, redatora e revisora de textos, apaixonada pela Língua Portuguesa, escreveram juntos a obra “A Máquina da Metamorfose”, que se direciona ao público infanto-juvenil e está sendo analisada por uma equipe editorial para a sua publicação oportunamente.

À sua maneira… mas manifeste-se!

Se uns querem a Cura e outros querem insumos… tanto faz! O importante é manifestar-se!!! A Diabetes é um problema de todos nós, pois cresce a cada ano o número de diabéticos. Uma pandemia!
Dia 14 de Novembro está chegando… Importe-se! Manifeste-se… pode ser útil para alguém próximo! Ou até para você mesmo!
Eu, mesmo não acreditando… e até arriscando aparentar um tolo, maluco… ainda peço a CURA, mas essa é a minha causa. Fale sobre o que acredita, pelo seu interesse!!!
Dia 14 de Novembro… Dia Mundial do Diabetes. Participe à sua maneira. Obrigado!

Só observando a dor alheia!

Da porta do bar, entre um trago e outro, analiso minha vizinhança.
Sentimento de despedida, de inconformidade, mas daquelas de quem já perdeu!
Perder as vezes é bom… te coloca para refletir, rever os caminhos.
Atrás da fumaça do cigarrinho que eu mesmo enrolei vejo a Dona Maria.
Mulher velha que dói… quando eu era criança… ela já era velha! Porém, o tempo não passa para ela… é de uma velhice que não avança!!! Uma imortal que parou no tempo!!! Sua velhice é sempre a mesma… fazendo a mesma coisa… reclamando das mesmas dores… dos mesmos problemas… desde… sempre!
Lá do outro lado da praça vejo outro velho… Seu Joca! Ele e suas pombas! Todo dia ele está lá… de farelinho em farelinho… assim, ele mantém seus amigos por perto! Uma quantidade absurda de pombas que o cerca… eufóricas à sua volta… como se todas fossem dele… as controlasse!
Sinto a fumaça quente entre meus dentes estragados… ô alívio danado!!! Um prazer que não busco cura… dorzinha de dente afiada… mas, que morre todas as manhãs… com cachaça e o calor da fumaça do meu cigarrinho!!!
Dor que não tem cura, que não procuro… que nem quero!
A tal da cura… que nunca chegou para um amigo que se foi… enterrado sem grandes lisonjarias!!! Morreu novo… dos motivos de sempre!
Doença crônica e irreversível… Daquelas que se estuda há anos, mas que não se sabe de nada, ou dizem que não sabem de nada! Acho até que teriam vergonha se soubessem. Descobrir a cura, dá a impressão de burro… de quem traz prejuízo pros poderosos… pros donos do mundo!
Trabalhei anos e anos… sempre com o objetivo de solucionar, ter um final feliz e com prazo de terminar… de resolver!!! Como todo mundo! E Ai, se não resolvesse!!! Era rua!!! Sinal de incompetência!!!
É! Trabalhinho bom é de cientista… não tem prazo de resolver, achar a solução. Esses têm a vida ganha… é só ir tapeando os boboca! Arrumando um jeitinho de manter “os caboclo” vivos!!!
Cientista é igual aquele povo que usa preto, de roupinha de couro e chicotinho na mão… Não mata, mas se diverte com a dor dos fracos!!!