Acho que tô numa furada…e você?

Definitivamente, cada um com a sua experiência. O que é bom pra mim, nem sempre é bom para outros, por isso nossa percepção da vida é única e intransferível!
Ultimamente tenho evitado dar uma opinião…cansei!!! Não tenho, pois zerei…me sinto começando de novo! Me sinto estranho! Como se tivesse acordado dentro do corpo de outra pessoa, talvez mais frágil, com menos certeza sobre as coisas. Fora a saúde, sinto que perdi pra sempre algumas coisas importantes que até então eram muito próximas e fiéis! Amizade?…talvez!
Tenho passado momentos de muitas mudanças e por isso me sinto só!!! Um só, cercado de muitas pessoas! Algo dentro de mim mudou, ou despertou. Um cara mais velho e mais voltado aos meus assuntos, as minhas necessidades, sem perder o carinho pelas pessoas, mas mais consciente de que cada um tem sua luta, sua história e que se não for perguntado, nada tenho a ver com nada!!!
Se você me perguntar: É por causa da Diabetes que você ficou assim? Te respondo: Não, por causa da sua vó, Mané!!!rsrsrs… É óbvio que é por causa da Diabetes!!! O que mais poderia mudar minha forma de pensar?!!! Ainda não me acostumei com esse novo jeito de levar a vida e acho até que não estou conseguindo fazer a coisa direito…pois minha glicemia tem ficado alta ultimamente!
É bem claro na minha cabeça que tudo isso que vivemos é furado!!! Lutar por dinheiro, saúde e felicidade. Pelo menos para mim, vivemos com a certeza de valores e necessidades furadas…por isso a mágoa, a tristeza e a eterna insatisfação.
Enfim…sem moral da história..apenas isso… e fim!

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13 Respostas para “Acho que tô numa furada…e você?

  1. Querida Karin, muito obrigado pelo link. Achei muito interessante. Vou ler mais para que possa ter uma opinião melhor e depois te falo o que eu achei realmente.
    Um beijo e até!

  2. Oi Marcelo,
    Também estou com essa sua sensação, de incerteza, diria até que um sentimento de incapacidade, mas por causa do mestrado, o meu orientador, devido a minhas constantes faltas devido a um descontrole da glicemia, talvez por achar que eu estivesse fazendo corpo mole, me disse que devido a doença eu não deveria fazer doutorado, e se o fizesse se fossem pedir referencias ele diria a “VERDADE” (dele).
    Tenho que terminar a parte escrita até o dia 15 deste mês, e ainda faltam os resultados e discussão, além de um artigo científico em inglês, ufa…Sempre fui uma pessoa ativa antes de descobrir a diabetes, tanto que na época de faculdade, chegou a um ponto de tipo, estagiar num laboratório, fazer iniciação científica em outro e ainda estagiar como voluntário no hospital do Câncer. Fazia natação, musculação, sem falar na facu.
    Hj me vejo impossibilitado de fazer uma única coisa, o mestrado, mas ei de conseguir.
    A única coisa que não deixo é a academia, pois ajuda no controle.

    Boa sorte sim acessa meu blog tem umas matérias bem interessantes que eu acho que vc vai gostar http://www.diabeticoluta.blogspot.com.

    abços

    Athayde Leite

  3. Olá Athayde, tudo bem? Apesar de nunca termos nos falado antes, já havia lido muitas vezes seus textos no seu Blog, que inclusive, foi um dos Blogs que me inspirou a começar a escrever o meu!
    Nossa luta, muitas vezes imcompreendida e outras tantas diminuida, não é fácil! Hoje por exemplo foi o pior dia de surf da minha vida…muita dor nas juntas e a dificuldade de movimentar o braço com perfeição, fui praticamente expirrado do mar!!! Coisas assim, que explicando, tem cara de hipocondríaco, ou exagerado demais, mas essa é a nossa vida e nossos limites cabem a nós definí-los! Forte abraço meu amigo e continue lutando!!!

  4. Não sou diabetica, sou mãe de um menino de 7 anos, diabetico, passo por isso também, é uma coisa meio louca.
    O que me deixa mal, é não conseguir imaginar o futuro, e quando consigo só vem besteira.
    A luta contra o diabetes é individual e solitária, acho que por isso a solidão.
    Eu digo que hoje, sou o pancreas do meu filho.
    Fica bem!!!!

    • Realmente a dor de um filho é duplamente dolorosa! A dor real do filho e a dor emocional dos pais, que tira o sono e um pouco da alegria, principalmente quando imaginamos um futuro.
      Essa questão do futuro é algo que me assombra também! Evito pensar, talvez ele nem seja nada do que tanto imaginamos, então não vamos acelerar…é melhor curtir e viver o agora!
      Um grande abraço!

  5. OBRIGADO MARCELO, QUE BOM QUE CONSEGUI AJUDAR DE ALGUMA FORMA, REALMENTE É UMA LUTA, E ÀS VEZES CANSA, GOSTEI MUITO DO SEU BLOG E A MANEIRA COMO VOCÊ ABORDA A DOENÇA, SEM MÁSCARAS, SEM MEDO.

    VOU COLOCAR UM LINK NO MEU BLOG PARA O SEU.

    abços

    ATHAYDE LEITE

  6. Oi, Marcelo:
    Sabe, graças a Deus eu não tenho diabetes, mas sinto, muitas vezes, um pouco do que você descreve, como, por exemplo, estar mais voltada para mim mesma, sem me ligar muito no que as pessoas pensam, sentem, acreditam…perceber que amizade mesmo é um acontecimento raro e, por isto, valioso… sei lá, algo assim. Como sou uma jovem de 47 anos, sei que este estado de espírito está relacionado à idade. No seu caso, a diabetes te antecipou um pouco isto. Mas, fica tranquilo, a vida é, mesmo maravilhosa, vale muito mesmo e há pessoas com quem você pode contar sempre, mesmo que seja para dizer simplesmente: eu também sinto muito isto.
    Abração. Dione

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