Corpo… Alma e sono… muito sono!

No jogo da vida, me arrasto no tabuleiro!
Diante da genética e do histórico que ela proporciona, creio que a maioria de meus medos, ódios, alegrias e tristezas não são verdadeiramente meus, ou apenas meus! Acabo sendo uma pequena parcela da minha verdadeira personalidade. Posso ser muito mais… melhor, ou pior!!!rsrsrs
Fecho os olhos, depois de uma noite difícil e mal dormida e escuto minha alma dizer para o meu corpo, que ele a prejudicava demais com suas limitações, mas também lembrava que não queria propagar o desânimo diante da luta, não era esta a intenção, talvez por lembrar que sem o corpo, ela apenas vagueia por aí… pareceu… sei lá!.
Minha alma parou de falar uns segundos, creio ter percebido o exagero e amenizando continuou mais política dizendo que, o que queria realmente dizer é que havia mais coragem e determinação sem a dor e as limitações que a matéria nos impunha e que a luta se complicava ao nos deparar diante de um corpo desobediente e temeroso, logo, acreditava que os fracassos eram inevitáveis, mas não deviam ser vistos como o fim, mas como apenas mais uma derrota antes de um bom sucesso… nem sempre pleno, mas apaixonado, valioso e motivador!
– Assim como em um game… precisamos ir pra outro nível! Exigiu a alma ao corpo.
Ainda querendo mexer com o brio dele, que se mantinha calado e já visivelmente incomodado com tanta falação em plena madrugada, resolveu finalizar poeticamente e de dedo erguido, ao lembrar que os dois juntos eram a minha tempestade particular:
– Ela, a alma, era o raio: rápida, iluminada, explosiva e apaixonada e o corpo material era o trovão, que começava forte, desafiador, mas acabava fraco e nostálgico no breve decorrer do tempo!!!
– Tá certo, respondi já quase dormindo às 5h da manhã, mas sem querer “tesourar” ninguém, acho que tenho mesmo que dormir!rsrs

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2 Respostas para “Corpo… Alma e sono… muito sono!

  1. Grande Marcelon. Belíssimo texto! Eis que por aí estamos todos nós: almas vivenciando a experiência física. Almas, que devem ser, ou que almejam ser um grande corpo único, sentindo a solidão de um corpo físico tão frágil. Um corpo que procura, mesmo sabendo ser impossível, se eternizar. Maravilha de texto! Grande abraço!

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