Arre égua!!!

Tava bem triste e sozinho, mas seu jeito bobo não demonstrava e exatamente por isso, não queria beber aquela noite, para não acabar sendo descoberto.
O nó da garganta, apertado demais, quase o sufocava e de tanto espremer, quase fazia as palavras escaparem sem sua permissão e as lágrimas escorregarem para o mundo material, revelando assim, a sua dor e o seu sofrimento.
Naquela noite de natal, ele não queria se entristecer, só dançar e conhecer gente, de preferência uma morena que acabasse com aquela dor, no arroxo da dança quente daquele boteco.
Cansado da humilhação do dia-a-dia, do calor exagerado e do abandono sem explicação, um descaso completo, apenas procurou na primeira que viu, nem bonita e nem sedutora, o refúgio de tanta dor.
Lembrou-se dos amigos de um passado longínquo, da bagunça sem maldade, sem compromisso e da esperança de dias melhores, que lamentavelmente nunca chegaram e que diante daquele cenário, aparentavam quererem mesmo… desaparecerem de vez.
– O desgraça! Reclamou de sua vida, antes de pedir algo pra beber, contrariando mais uma vez os seus instintos e ali mesmo, não vendo saída, engoliu o choro e se entregou ao mundo, sem critérios.

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