Confia!

– Confia! Escutei antes de acordar, ou melhor, antes de abrir os olhos.
Pelo tom da voz e do jeito que a havia percebido, uma voz sussurrada… algo quase imaginário e que ecoava em minha mente, já havia entendido que não se tratava de pessoa comum!
Confiar não é algo simples e que dependendo da situação… é preciso ter muito desprendimento.
No caso, daqueles dias especificamente, sabia que não iria ser simples, mas não um simples destes que a gente diz por aí, à toa! Era um tempo sem perspectivas…
Me sentia diante do fim e estar assim diante do fim, da escuridão, é algo apavorante.
Sim! Eu confio, mas, por favor, entenda a minha humanidade!!!
Estava diante de um grande vazio e ia me jogar de cabeça… comigo outros viriam, sob minha responsabilidade! Então pensei: – Entenda as minhas dúvidas e fraquezas… e se puder, me ampara neste salto maluco e sem volta!
Abaixei minha cabeça para uma última prece… diante do nada… diante do “fim”… e saltei…

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